quarta-feira, 25 de novembro de 2009

A.G.A. - IST

Segunda-Feira, dia 16, teve lugar na torre Norte mais uma Assembleia Geral de Alunos (AGA) do IST.


Desta vez a ordem de trabalhos foi a seguinte:

  1. Discussão e Ratificação do Regimento da Assembleia Geral de Alunos 2009/2010;

  1. Deliberação sobre a participação na Marcha pelo Ensino Superior a realizar em Lisboa no dia 17 de Novembro de 2009.

Apesar de o primeiro ponto também ter sido alvo de algumas controvérsias, especialmente na parte do documento que diz respeito à convocatória da AGA, da sua antecedência e aos meios de divulgação da mesma, foi o ponto 2 que provocou mais discussão nesta AGA.


Como já vai sendo habitual, a esmagadora maioria dos estudantes não participou na Assembleia, talvez por esta ter sido convocada com muito pouca antecedência. É cada vez mais um facto: o comum estudante conforma-se com o que se passa à sua volta e não luta pela sua opinião.

De notar que, devido a isto, um órgão deste género poderá perder legitimidade e credibilidade, não só porque as decisões tomadas assentam num residual número de estudantes, como pela facilidade com que grupos pouco numerosos de estudantes poderão constituir opinião dita representativa de toda a faculdade.


E, reflectindo, foi precisamente isso que aconteceu. Bastou uma pequena movimentação de alguns alunos para oficializar a intenção de apoiar a manifestação. A única consequência que isto teve foi fazer com que o Instituto Superior Técnico aparecesse nos media colado a posições a favor da demissão do ministro da Ciência e Ensino Superior e contra o actual governo, motivações essas que nunca foram as evocadas para a realização da manifestação.


Não resta, portanto outra coisa, se não concluir que esta manifestação foi "precipitada e apenas movida por motivações políticas", como defendeu o aluno Filipe Pacheco e cerca de 1/3 dos alunos presentes na AGA e que votaram contra a participação do Técnico nesta marcha.


Precipitada, pois este governo acabou de tomar posse, e tal como está a ser feito com outros sectores problemáticos, como a avaliação dos professores do Básico e Secundário, este assunto deveria para já ser alvo de diálogo entre as partes interessadas. Apenas ao se esgotar o diálogo e se este não trouxer proveitos para os Estudantes, estes devem partir para a luta.


Algures na própria AGA, o presidente da AEIST, talvez por descuido, acabou por revelar que já existia uma reunião marcada antes desta marcha com o secretário de estado do Mariano Gago, dando ainda mais razão aos argumentos contra.


Mesmo assim, a moção acabou por ser aprovada, embora com algumas abstenções e muitos votos contra.



Jorge Oliveira


19 Nov 2009

sexta-feira, 27 de março de 2009

Participação Cívica e Política dos Jovens

O NES/IST promoveu no passado dia 10 de Março uma Tertúlia sobre "Participação cívica e política dos jovens", bem como distribuição de material relacionado com o tema e de informação relativa ao Núcleo.

Já estão disponíveis fotos dos eventos:


segunda-feira, 9 de março de 2009

Tertúlia

O NES-IST convida-te a participar na tertúlia subordinada ao tema "Participação cívica e política dos jovens", a ter lugar às 17h30 do dia 10 de Março (terça-feira), na sala P6 do Pavilhão de Pós-Graduação.

Participa!

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Blog da ONESES

A Organização Nacional dos Estudantes Socialistas do Ensino Superior (ONESES) tem novo blog, confere:

http://www.oneses.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Comunicado: Praxes no IST

O NES/IST vem por este meio tornar público o seu parecer relativamente à posição tomada pelo Conselho Directivo (CD) do IST, a qual proíbe as praxes académicas nas instalações dos campi da Alameda e do Taguspark.

O NES/IST considera que esta posição, comunicada a funcionários (docentes e não docentes), alunos e investigadores da escola na passada sexta-feira 19 de Setembro, é uma interpretação radical da carta que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) dirigiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), a 10 de Setembro de 2008. Mais ainda quando essa carta apenas prevê que as práticas abusivas não serão toleradas, sendo esta uma opção mais razoável e amplamente aceite pelos alunos que promovem a praxe académica, bem como pelos novos alunos nela intervenientes.

Convém referir que os alunos do IST estão cientes dos erros do passado que porventura possam ter denegrido ou manchado as praxes académicas, não só nos campos da Alameda e do Taguspark, como também além portas. Por essa razão, a sua consciência é hoje mais crítica e céptica no que toca ao tema das praxes. Tomando em consideração estes pressupostos, a salvaguarda da integridade física e psicológica dos novos alunos (aqueles para quem as actividades lúdicas de integração são criadas) é assegurada pelos próprios "praxistas" e, em última instância, por códigos que são ratificados pelas próprias Comissões de Praxe constituídas para o efeito ao nível de cursos, departamentos ou campus.

Os códigos de praxe, embora não tendo um valor legal acolhido pelos tribunais comuns, são compilados de acordo com princípios éticos e morais que, acima de tudo, não desrespeitam o novo aluno - o "caloiro" - ou o tratam com jocosidade, não o satirizam e não o maltratam fisicamente ou psicologicamente. Ademais, estão devidamente enquadrados e são uma reacção folgada, divertida, sem malícia e, a par disso, consciente à entrada dos novos alunos no Técnico. Esses documentos, são igualmente fruto da auto-responsabilização de todos os intervenientes na praxe académica, sejam eles os alunos praxados ou os alunos que praxam. Assim, por serem actividades livres, organizadas e responsáveis, os próprios "caloiros" podem, quando muito bem entenderem, desistir de alguma actividade particular ou mesmo de toda a praxe, sem que daí resulte qualquer desconsideração ou exclusão para esse aluno.

À falta de uma tradição de reunião entre todos os alunos desta escola, as praxes surgiram para colmatar a pouca eficiência que núcleos do Técnico denotam ao organizar eventos para os alunos do IST. A ausência da praxe não pode ser encarada de forma positiva, pois, entre outros aspectos, a praxe promove o conhecimento entre os novos alunos, dos hábitos e usos da escola e a criação de laços mais fortes entre alunos de diversos anos e o próprio Técnico. A sua ausência pode causar ao mesmo tempo confusão por parte dos estudantes e, como se vê, o desagrado generalizado que a proibição oficial gerou, apenas complica as relações entre eles e as entidades que dirigem a escola.

Não obstante de tudo isto, o fim do modelo actual das praxes poderá levar ao aparecimento de praxes clandestinas, sem qualquer controlo e supervisão das denominadas Comissões de Praxe - o que as poderá tornar mais perigosas, inseguras e irresponsáveis, não servindo de canal de ligação entre os novos alunos e o Técnico.

É neste sentido que surge a proposta do NES/IST, assente nos pontos que passamos a citar:

1. A rápida reunião das partes envolvidas, ou seja, comissões de praxe, AEIST, CD e demais entidades interessadas dentro do IST, com vista a um acordo de honra sobre as praxes académicas no IST;

2. O restabelecimento das actividades lúdicas de integração, com responsabilidade, rigor e respeito pela integridade física e psicológica por parte de todos os seus intervenientes.

As praxes académicas podem ser um exercício saudável, com ordem e alegria, compatíveis com as primeiras experiências dos novos alunos no IST. Urge um acordo entre todas as partes que contemple bom senso, moderação e respeito por princípios fundamentais, em particular no que toca ao respeito pelos novos alunos. Todas estas actividades, quando bem orientadas, serão benéficas para os mais directamente envolvidos, para os cursos - e, em última análise, para o próprio IST.

Lisboa,

Em 21 de Setembro de 2008.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Quem somos

O Núcleo dos Estudantes Socialistas do Instituto Superior Técnico (NES/IST) é um órgão formado por estudantes do IST que têm em comum a militância na Juventude Socialista.

Este órgão tem como objectivo principal difundir ideologias e alargar o debate político, da Esquerda à Direita políticas, dentro do "Técnico", que em nosso entender não é apenas uma escola de engenharia, ciência e tecnologia, é tão bem um espaço de crescimento pessoal e intelectual nos mais diversos níveis, inclusivamente ao nível social, filosófico e político.

Se estudas no IST e estás interessado em saber mais sobre o Núcleo e em conhecer e participar nas nossas actividas não hesites em contactar-nos via e-mail pelo endereço nes.tecnico@gmail.com.

Entretanto não deixes de nos visitar.