segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Comunicado: Praxes no IST

O NES/IST vem por este meio tornar público o seu parecer relativamente à posição tomada pelo Conselho Directivo (CD) do IST, a qual proíbe as praxes académicas nas instalações dos campi da Alameda e do Taguspark.

O NES/IST considera que esta posição, comunicada a funcionários (docentes e não docentes), alunos e investigadores da escola na passada sexta-feira 19 de Setembro, é uma interpretação radical da carta que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES) dirigiu ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), a 10 de Setembro de 2008. Mais ainda quando essa carta apenas prevê que as práticas abusivas não serão toleradas, sendo esta uma opção mais razoável e amplamente aceite pelos alunos que promovem a praxe académica, bem como pelos novos alunos nela intervenientes.

Convém referir que os alunos do IST estão cientes dos erros do passado que porventura possam ter denegrido ou manchado as praxes académicas, não só nos campos da Alameda e do Taguspark, como também além portas. Por essa razão, a sua consciência é hoje mais crítica e céptica no que toca ao tema das praxes. Tomando em consideração estes pressupostos, a salvaguarda da integridade física e psicológica dos novos alunos (aqueles para quem as actividades lúdicas de integração são criadas) é assegurada pelos próprios "praxistas" e, em última instância, por códigos que são ratificados pelas próprias Comissões de Praxe constituídas para o efeito ao nível de cursos, departamentos ou campus.

Os códigos de praxe, embora não tendo um valor legal acolhido pelos tribunais comuns, são compilados de acordo com princípios éticos e morais que, acima de tudo, não desrespeitam o novo aluno - o "caloiro" - ou o tratam com jocosidade, não o satirizam e não o maltratam fisicamente ou psicologicamente. Ademais, estão devidamente enquadrados e são uma reacção folgada, divertida, sem malícia e, a par disso, consciente à entrada dos novos alunos no Técnico. Esses documentos, são igualmente fruto da auto-responsabilização de todos os intervenientes na praxe académica, sejam eles os alunos praxados ou os alunos que praxam. Assim, por serem actividades livres, organizadas e responsáveis, os próprios "caloiros" podem, quando muito bem entenderem, desistir de alguma actividade particular ou mesmo de toda a praxe, sem que daí resulte qualquer desconsideração ou exclusão para esse aluno.

À falta de uma tradição de reunião entre todos os alunos desta escola, as praxes surgiram para colmatar a pouca eficiência que núcleos do Técnico denotam ao organizar eventos para os alunos do IST. A ausência da praxe não pode ser encarada de forma positiva, pois, entre outros aspectos, a praxe promove o conhecimento entre os novos alunos, dos hábitos e usos da escola e a criação de laços mais fortes entre alunos de diversos anos e o próprio Técnico. A sua ausência pode causar ao mesmo tempo confusão por parte dos estudantes e, como se vê, o desagrado generalizado que a proibição oficial gerou, apenas complica as relações entre eles e as entidades que dirigem a escola.

Não obstante de tudo isto, o fim do modelo actual das praxes poderá levar ao aparecimento de praxes clandestinas, sem qualquer controlo e supervisão das denominadas Comissões de Praxe - o que as poderá tornar mais perigosas, inseguras e irresponsáveis, não servindo de canal de ligação entre os novos alunos e o Técnico.

É neste sentido que surge a proposta do NES/IST, assente nos pontos que passamos a citar:

1. A rápida reunião das partes envolvidas, ou seja, comissões de praxe, AEIST, CD e demais entidades interessadas dentro do IST, com vista a um acordo de honra sobre as praxes académicas no IST;

2. O restabelecimento das actividades lúdicas de integração, com responsabilidade, rigor e respeito pela integridade física e psicológica por parte de todos os seus intervenientes.

As praxes académicas podem ser um exercício saudável, com ordem e alegria, compatíveis com as primeiras experiências dos novos alunos no IST. Urge um acordo entre todas as partes que contemple bom senso, moderação e respeito por princípios fundamentais, em particular no que toca ao respeito pelos novos alunos. Todas estas actividades, quando bem orientadas, serão benéficas para os mais directamente envolvidos, para os cursos - e, em última análise, para o próprio IST.

Lisboa,

Em 21 de Setembro de 2008.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Quem somos

O Núcleo dos Estudantes Socialistas do Instituto Superior Técnico (NES/IST) é um órgão formado por estudantes do IST que têm em comum a militância na Juventude Socialista.

Este órgão tem como objectivo principal difundir ideologias e alargar o debate político, da Esquerda à Direita políticas, dentro do "Técnico", que em nosso entender não é apenas uma escola de engenharia, ciência e tecnologia, é tão bem um espaço de crescimento pessoal e intelectual nos mais diversos níveis, inclusivamente ao nível social, filosófico e político.

Se estudas no IST e estás interessado em saber mais sobre o Núcleo e em conhecer e participar nas nossas actividas não hesites em contactar-nos via e-mail pelo endereço nes.tecnico@gmail.com.

Entretanto não deixes de nos visitar.