Segunda-Feira, dia 16, teve lugar na torre Norte mais uma Assembleia Geral de Alunos (AGA) do IST.
Desta vez a ordem de trabalhos foi a seguinte:
- Discussão e Ratificação do Regimento da Assembleia Geral de Alunos 2009/2010;
- Deliberação sobre a participação na Marcha pelo Ensino Superior a realizar em Lisboa no dia 17 de Novembro de 2009.
Apesar de o primeiro ponto também ter sido alvo de algumas controvérsias, especialmente na parte do documento que diz respeito à convocatória da AGA, da sua antecedência e aos meios de divulgação da mesma, foi o ponto 2 que provocou mais discussão nesta AGA.
Como já vai sendo habitual, a esmagadora maioria dos estudantes não participou na Assembleia, talvez por esta ter sido convocada com muito pouca antecedência. É cada vez mais um facto: o comum estudante conforma-se com o que se passa à sua volta e não luta pela sua opinião.
De notar que, devido a isto, um órgão deste género poderá perder legitimidade e credibilidade, não só porque as decisões tomadas assentam num residual número de estudantes, como pela facilidade com que grupos pouco numerosos de estudantes poderão constituir opinião dita representativa de toda a faculdade.
E, reflectindo, foi precisamente isso que aconteceu. Bastou uma pequena movimentação de alguns alunos para oficializar a intenção de apoiar a manifestação. A única consequência que isto teve foi fazer com que o Instituto Superior Técnico aparecesse nos media colado a posições a favor da demissão do ministro da Ciência e Ensino Superior e contra o actual governo, motivações essas que nunca foram as evocadas para a realização da manifestação.
Não resta, portanto outra coisa, se não concluir que esta manifestação foi "precipitada e apenas movida por motivações políticas", como defendeu o aluno Filipe Pacheco e cerca de 1/3 dos alunos presentes na AGA e que votaram contra a participação do Técnico nesta marcha.
Precipitada, pois este governo acabou de tomar posse, e tal como está a ser feito com outros sectores problemáticos, como a avaliação dos professores do Básico e Secundário, este assunto deveria para já ser alvo de diálogo entre as partes interessadas. Apenas ao se esgotar o diálogo e se este não trouxer proveitos para os Estudantes, estes devem partir para a luta.
Algures na própria AGA, o presidente da AEIST, talvez por descuido, acabou por revelar que já existia uma reunião marcada antes desta marcha com o secretário de estado do Mariano Gago, dando ainda mais razão aos argumentos contra.
Mesmo assim, a moção acabou por ser aprovada, embora com algumas abstenções e muitos votos contra.
Jorge Oliveira
19 Nov 2009